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riscos_e_rabiscos

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Dia Mundial Da Criança.

 

Meus brinquedos

De repente
Ao lembrar dos brinquedos queridos
Que ficaram esquecidos
Dentro do armário
Me bate uma saudade
Me bate uma vontade
De voltar no tempo
De voltar ao passado
Mas nada acontece
Nada parece acontecer
E eu choro
Choro como o bebê que fui
E a criança que quero voltar a ser
Não quero crescer!

 

                                                                                                         Clarice Pacheco

Antes era Assim...

Recebi este mail, que adaptei, e não resisti a colocá-lo aqui. Apreciem e fiquem nostálgicos.

 

 

Nascidos antes de 1986.

De acordo com os reguladores e burocratas de hoje, todos nós que nascemos nos anos 60, 70 e princípios de 80, não devíamos ter sobrevivido até hoje, porque as nossas caminhas de bebé eram pintadas com cores bonitas, em tinta à base de chumbo que nós muitas vezes lambíamos e mordíamos.

Não tínhamos frascos de medicamentos com tampas à prova de crianças ou fechos nos armários e podíamos brincar com as panelas.

Quando andávamos de bicicleta, não usávamos capacetes.

Quando éramos pequenos viajávamos em carros sem cintos e airbags, viajar à frente era um bónus.

Bebíamos água da mangueira do jardim e não da garrafa e sabia bem.

Comíamos batatas fritas, pão com manteiga e bebíamos gasosa com açúcar, mas nunca engordávamos porque estávamos sempre a brincar lá fora.

Partilhávamos garrafas e copos com os amigos e nunca morremos disso.

Passávamos horas a fazer carrinhos de rolamentos e depois andávamos a grande velocidade pelo monte abaixo, para só depois nos lembrarmos que esquecemos de montar uns travões. Depois de acabarmos num silvado aprendíamos.

Saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos em casa antes de escurecer.

Estávamos incontactáveis e ninguém se importava com isso.

Não tínhamos Play Station, X Box. Nada de 40 canais de televisão, filmes de vídeo, home cinema, telemóveis, computadores, DVD, Chat na Internet.

Tínhamos amigos - se os quiséssemos encontrar íamos à rua.

Jogávamos ao elástico e à barra e a bola até doía! Caíamos das árvores, cortávamo-nos, e até partíamos ossos mas sempre sem processos em tribunal. Havia lutas com punhos mas sem sermos processados.

Batíamos ás portas de vizinhos e fugíamos e tínhamos mesmo medo de sermos apanhados.

Íamos a pé para casa dos amigos. Acreditem ou não íamos a pé para a escola; Não esperávamos que a mamã ou o papá nos levassem.

Criávamos jogos com paus e bolas. Se infringíssemos a lei era impensável os nossos pais nos safarem. Eles estavam do lado da lei.

Esta geração produziu os melhores inventores e desenrascados de sempre.

Os últimos 50 anos têm sido uma explosão de inovação e ideias novas.

Tínhamos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade e aprendemos a lidar com tudo.

És um deles? Parabéns!


(...)

 

A maioria dos estudantes que estão hoje nas universidades nasceu em 1986.

Chamam-se jovens. Nunca ouviram 'we are the world' e uptown girl conhecem de westlife e não de Billy Joel.

Nunca ouviram falar de Rick Astley, Banarama ou Belinda Carlisle.

Para eles sempre houve uma Alemanha e um Vietname.

A SIDA sempre existiu.

Os CD's sempre existiram.

O Michael Jackson sempre foi branco.

Para eles o John Travolta sempre foi redondo e não conseguem imaginar que aquele gordo fosse um dia um deus da dança.

Acreditam que Missão impossível e Anjos de Charlie são filmes do ano passado.

Não conseguem imaginar a vida sem computadores.

Não acreditam que houve televisão a preto e branco.

Agora vamos ver se estamos a ficar velhos:

1. Entendes o que está escrito acima e sorris.
2. Precisas de dormir mais depois de uma noitada.
3. Os teus amigos estão casados ou a casar.
4. Surpreende-te ver crianças tão à vontade com computadores.
5. Abanas a cabeça ao ver adolescentes com telemóveis.
6. Lembras-te da Gabriela (a primeira vez).
7. Encontras amigos e falas dos bons velhos tempos.

SIM, ESTÁS A FICAR VELHO, mas tivemos uma infância do caraças!!!


Um cheirinho a Outono

                           

Parece que o Outono já se deixou de vergonhas e quer instalar-se. Hoje já deu um ar da sua graça: umas gotinhas de chuva e um friozinho agradável. E até o cheirinho tão típico das castanhas assadas já se sente no ar.

Fez-me falta apenas uma coisa – o cheiro a terra molhada.

Lembrei-me de quando era miúda e se começava as aulas mais ou menos nesta altura. Até as estações do ano eram diferentes. Lembro-me do Outono ser ventoso, espalhando as folhas das árvores, de tonalidade laranja depois do sol de verão, do céu cinzento e da chuva. Costumava apanhar as folhas das árvores e fazer trabalhos para a escola sobre o Outono ou então guardá-las religiosamente entre as folhas dos livros.

Agora já não é assim. Não vejo folhas no chão. E muito menos daquela tonalidade. O calor continua e a chuva, a pouca que cai, deixa saudades.

 

Lembram-se de vos ter contado sobre a confusão à porta da escola primária ao pé da minha mãe? Hoje a saga continuou. A escola teve direito a correntes e cadeados a trancar as portas e a RTP1 a inteirar-se do assunto. Não sei se passou alguma coisa na tv. Eu não vi.

Resumo da história: um ciganito levou uma faquinha pequenina e uma pistola de brincar para a escola e meteu-se com uma miúda. O avô da miúda não vai de modas, vai à escola com um facalhão ameaçar o ciganito. Mostra-lhe o facalhão e diz-lhe que se voltasse a meter-se com a neta, lhe espetava a faca toda. O cigano pai não gostou, tal como nenhum outro pai teria gostado, e fez queixa.

Afinal quem foi aqui o mau da fita? O ciganito ou o avô?

 

Ouvi uma notícia que me repugnou imenso. A de uma criança espanhola de 11 anos grávida. Gravidez esta que pode ser fruto de uma violação. Não consigo engolir estas coisas. E ainda por cima como é menor, é preciso autorização dos pais para fazer a interrupção da gravidez. E se os pais não derem autorização? Vai ter um bebé sem ter uma estrutura física ou psicológica preparada para isso? O que vai ser desta miúda? E deste bebé? Em vez de estar a brincar com bonecos, esta criança está a viver uma situação terrível…

Infelizmente a inocência das nossas crianças vai desaparecendo cada vez mais cedo…